Bruno Rangel mostra que a sorte o acompanha

terça-feira, 17 de agosto de 2010 | comentários: 0
Bruno Rangel está longe de ser uma unanimidade. Ele chegou ao Paysandu no dia 1º de dezembro do ano passado e nunca foi o que se pode chamar de ídolo dentro do clube. Enquanto jogadores como Thiago Potiguar e o agora ‘persona non grata’ Moisés eram os alvos do assédio e badalação, Rangel seguia no time sempre à sombra e tendo que provar seu valor a cada jogo. Mas o destino parece ter dito: ‘uma vaga no ataque é tua, de qualquer maneira!’.

E o atacante tem se mostrado uma cópia do personagem Gastão, das histórias do Tio Patinhas, famoso pela sorte que o acompanha. Em um breve retrospecto, se pode recordar que o início da Série C indicava que o artilheiro da competição, com cinco gols, corria sérios riscos de ganhar um lugar no banco de reservas.

O que ninguém contava é que o plantel do Paysandu sofreria um revés atrás do outro no ataque, a começar pela desistência de Marcelo Dias; pela fratura de Moisés que hoje briga para deixar o clube; pela fuga de Marcelo Ramos que desapareceu de uma hora para outra; pelo desligamento de Neto Potiguar, que não conseguiu a transferência internacional e a paralisia facial de Daniel Morais, que só agora ensaia um retorno aos treinos. É muita ‘urucubaca’ para um ataque só!

Ninguém sabe qual o segredo desse ‘corpo fechado’ de Rangel, a única certeza é que o atacante passou incólume por essa maré de azar e depois da boa estreia contra o Rio Branco (AC), quando marcou três gols e assumiu de cara a artilharia da Terceirona, passou os outros dois jogos sem balançar as redes e só voltou a brilhar no domingo contra o Santarém, quando fez as pazes com a pontaria e fez os dois gols da vitória.

Com a média de 1,25 gols por jogo nesse campeonato e 0,73 tentos em 19 partidas oficiais, desde que chegou ao alviceleste, Bruno se prepara para as armadilhas que os adversários armam para ele nos próximos duelos. “Quanto mais você se destaca a tendência é a marcação aumentar”, analisa.

Sobre a inquietação da Fiel, que por vezes perde a paciência com ele, como no primeiro jogo com o Fortaleza, quando desperdiçou algumas oportunidades, Rangel pede apenas apoio. “É complicado, o torcedor às vezes é muito exigente, mas a gente pede que eles tenham tranquilidade e que venham para apoiar. Esse momento é de união de todos, não só dos jogadores, mas de torcida e diretoria, para que a gente possa conseguir o objetivo principal, que é colocar o Paysandu na Série B”, conclama o novo predestinado da Curuzu.

(Diário do Pará)

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